O LEGADO DE ROMILDO

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Foto: Grêmio | Divulgação
Foto: Grêmio | Divulgação

07/04/2021 – 11h35min

O Grêmio teve grandes presidentes, dentre eles as grandes figuras de Hélio Dourado e Fábio Koff, que se eternizaram na memória dos torcedores pelas conquistas de campo, como o bi da Libertadores de Koff e também fora dele, como a concretização do Olímpico Monumental, por Hélio Dourado, além de outros tantos Gremistas eméritos, que ocuparam a cadeira presidencial com grandes serviços prestados ao Tricolor.

Em 11 de dezembro de 2014, quando toma posse, Romildo Bolzan Jr. faz um discurso antipático, anunciando um longo período de austeridade, mas que colocado em prática, traria anos depois um equilíbrio financeiro que é invejado hoje pela imensa maioria, senão a totalidade dos grandes clubes brasileiros e exemplo recorrente da mídia, quando o assunto é “finanças no futebol”.

No futebol, depois de um início difícil, em 2015, tendo que dispensar os atletas que tinham os maiores salários, em nome de um programa de recuperação financeira, aos poucos foi consolidando a ideia de um melhor aproveitamento da Base Gremista, que depois viria a dar ao Grêmio as duas metas básicas da gestão: o equilíbrio financeiro e a conquista de títulos.

Romildo concretizou o projeto de valorização da Base com uma obra que aponta para o futuro do clube de maneira concreta, uma residência esportiva recém lançada no CT Hélio Dourado, em Eldorado do Sul, com 20 quartos, um moderno refeitório, salas de estudos, de acolhimento, de atendimento aos atletas, nas áreas de psicologia, pedagogia e serviço social, enfim, uma estrutura perfeita para formação de atletas e cidadãos.

Ainda na área das realizações materiais, falta a cereja do bolo: a antecipação da aquisição da gestão da Arena, mas que não deve demorar a acontecer. É coisa para 2021 ainda.

Esta é uma parte do legado destes 6 anos de gestão – de Romildo e de seus companheiros de Conselho de Administração, figuras capitais no planejamento, discussão e decisões que nortearam todo o processo de administração.

A outra parte, foi ter nos devolvido a autoestima coletiva, como torcida de clube de futebol, que via seu clube, há 15 anos, numa situação de penúria desportiva e financeira, vivendo de títulos estaduais, quando os conseguia, com plantéis indignos da grandeza do Grêmio FBPA, aos solavancos administrativos e financeiros, para nos colocar novamente no cenário nacional e mundial, suscitando respeito futebolístico e dando exemplo de gestão para os demais clubes brasileiros.

Taddeu Vargas
Jornalista – MTE 15340

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